Como utilizar a gamificação nas empresas como uma ferramenta de motivação?

As pessoas precisam ver significado em tudo o que realizam. Essa é uma máxima que vale para a vida privada e para a profissional. Diante dessa necessidade, algumas metodologias vêm sendo empregadas no âmbito da Gestão de Pessoas e uma visão inovadora defende a gamificação nas organizações.

Segundo o Gartner, Gamification é uma ferramenta para projetar comportamentos, desenvolver habilidades e habilitar a inovação em ambientes empresariais, impactando o desempenho dos funcionários, a gestão, a formação, o desenvolvimento da carreira e o envolvimento do corpo funcional.

Esse tipo de estratégia, que se assemelha a um jogo que reconhece o esforço dos players que avançam naquele contexto, será abordado neste post. Boa leitura!

A tecnologia pode contribuir para a motivação dos funcionários

Não há novidade quanto à necessidade de motivação dos funcionários de um negócio. O que há de diferente, na atualidade, são algumas propostas decorrentes da transformação digital pela qual o mercado passa.

Se fora dos muros da empresa os funcionários estão habituados a resolver questões domésticas, a pagar contas, a se entreter e a conversar com amigos e parentes utilizando dispositivos e soluções tecnológicas, por que essa cultura não pode existir, também, dentro do ambiente de trabalho?

Essa mentalidade vem sendo resgatada desde que a tecnologia resolveu assumir um papel inédito: o de aproximar as pessoas e dar condições para que elas exponham suas ideias e estejam cada vez mais perto daquilo que lhes agrada de verdade.

A tecnologia, por sua vez, pode ser usada a favor da capacitação de profissionais, do estímulo à participação e da retenção de talentos.

E aí entra o chamado Gamification como um poderoso e inovador instrumento de motivação, como explicaremos no próximo tópico. Siga conosco!

A gamificação como ferramenta de motivação

O tom lúdico dado pela gamificação contribui de forma diferenciada para alinhar a atuação dos colaboradores com os objetivos organizacionais. Percebendo-se como peças-chave nesse alinhamento, os funcionários se sentem mais motivados porque sabem que depende deles a consecução das estratégias empresariais.

Utilizando-se gamificação, é possível instituir metas e controlá-las de uma forma que não soe vigilância ou o desconforto de um monitoramento do funcionário.

Da parte de quem avalia o desempenho do colaborador, além de ser possível um controle menos incisivo — mas não menos eficiente —, há um incremento em termos de acompanhamento de indicadores de prazos, volumes e até qualidade da produção.

E o meio dado pelo Gamification para executar a gestão de performance é o lançamento de desafios, que alimentam uma competição positiva entre os colaboradores. A motivação se dá por meio de pontuação a cada fase vencida, assim como em um jogo.

Essa pontuação pode ser usada para recompensar o funcionário, de alguma maneira: menção em veículos de comunicação interna, brindes, prêmios, bônus financeiro, descontos em parceiros prestadores de serviços ou fornecedores de produtos, referência para ascensão profissional.

Nessa realidade, o gestor consegue que o colaborador atue de forma proativa e aumente sua produtividade, sem que haja cobranças diretas. Isso contribui para a melhoria do clima e para o estímulo à autonomia da equipe.

Um exemplo de como é possível promover uma atuação melhor performada é propor um funil de processos — de vendas, por exemplo — no qual os colaboradores precisam passar por cada fase do funil e, a cada etapa vencida — dentro de parâmetros quantitativos e qualitativos —, recebem alguma pontuação.

Essa é uma boa estratégia que combina dois benefícios: o atendimento a metas e a capacitação dos funcionários, que acabam sendo treinados a executarem suas atividades dentro do desejado pela gestão, conforme orientações do “jogo” em questão.

Além desse ponto tático, a empresa ganha em retenção de talentos porque funcionários engajados a partir de uma dinâmica gamificada de inteligência motivacional tornam-se menos suscetíveis a buscar oportunidades na concorrência.

Em momentos de mudanças internas ou reestruturações, os games corporativos também podem ser úteis para identificar ideias, corrigir gargalos, ajustar processos e disseminar uma nova cultura organizacional

Trabalhar a cultura organizacional é preciso

Vale ressaltar: nem só de tecnologia vive a filosofia do Gamification! Não é porque o foco digital está cada vez mais notório nas empresas que seja possível investir apenas nesse aspecto.

Até porque, embora a tendência de verdadeira invasão de dispositivos e de aplicações seja irreversível, é preciso considerar que nem todos são adeptos da causa, nem todos estão inseridos nesse novo mindset.

Basta considerar funcionários mais antigos, educados em uma época onde o quadro e o giz eram os instrumentos de ensino, treinados para aprender o trabalho em apostilas, acostumados a atender o cliente cara a cara.

Para esse perfil de colaboradores, é possível realizar um trabalho de disseminação e conscientização quanto à relevância da inovação nas empresas. Aos poucos, esse público vai absorvendo novos conceitos e ingressando em um novo patamar de raciocínio e de atuação.

Para as gerações mais recentes, essa realidade é bem natural e os trabalhos em torno do aculturamento é mais simples.

Por isso, ao começar uma estratégia calcada em gamificação, é fundamental mapear as características do público-alvo. Isso garante que os conceitos trabalhados nos jogos sejam aderentes com o estilo do corpo funcional e tenham maiores chances de agradar e de encantar esse cliente interno.

Nesse sentido, interface gráfica é um atrativo e funcionalidades incrementam o produto. Mas não são tudo. Gamification é mais que forma e só se completa quando objetivos empresariais são alcançados, por meio de caminhos guiados por uma estratégia criativa e contextualizada ao ambiente e ao trabalho dos colaboradores.

Gamificação e motivação podem andar juntas

Considerada uma tática de ganha-ganha, a gamificação vem se firmando como um método eficaz para a solução criativa de problemas, envolvendo a participação dos funcionários e permitindo uma gestão eficiente, baseada em indicadores demonstrados de forma intuitiva.

Segundo o Gartner, essa tendência é tão forte que o mercado de gamificação deverá crescer significativamente até 2018, envolvendo um mercado de mais de US$ 5 bilhões em todo o mundo.

Em uma pesquisa publicada recentemente, a renomada instituição afirma que a gamificação, quando combinada com outras frentes tecnológicas, tem o poder de influenciar não só padrões de inovação, como também a emergência de novas plataformas de relacionamento com clientes internos e externos e um novo desenho que caracterizaria o alto desempenho de um funcionário.

Para ser uma iniciativa vencedora, além dos quesitos já mencionados neste artigo, devem ser observadas as potencialidades do parceiro que será contratado para desenvolvimento e implementação dos games.

É importante que o jogo tenha uma história, um roteiro, uma lógica aderente à realidade onde será inserido, para que seja internalizado de maneira receptiva.

Investir nesse tipo de inovação é muito válido, não só pelos potenciais já demonstrados neste post, mas principalmente porque ele pode se tornar um dos principais agentes de transformação comportamental dentro da organização.

A gamificação nas empresas veio para mostrar que o importante é competir, sim! Mas a disputa entre parceiros de trabalho precisa ser saudável, focada em objetivos e deve trazer retornos positivos para os resultados do negócio.

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