A malha de dispositivos e o impacto no mercado corporativo

A maneira como gerenciamos a produção, os dispositivos físicos e a cadeia de suprimentos vem mudando, de acordo com a chegada da Digital Transformation. Através da soma entre Big Data, Cloud Computing e Internet das Coisas (IoT), diferentes tipos de serviços ganham espaço no mercado e com isso uma maior adoção, considerando o uso de algoritmos para o desenvolvimento de produtos, segurança de dados e análises automatizadas.

Para ajudar com esse novo panorama, o Gartner listou as principais tendências de TI para 2016. Entre elas, identifico um ponto muito importante e quero destacar aqui com vocês: a convergência de plataformas e meios tecnológicos, conhecida por malha digital. O foco agora muda do meio para o usuário móvel, que estará cercado por uma malha de dispositivos que vão bem além dos dispositivos móveis tradicionais.

Sim, esqueçam seus smartphones. A era da malha dispositivo significa acesso a informações e aplicativos através de todos os tipos de dispositivos, telefones, relógios, wearables, Smart TVs, sensores em casa e até mesmo do próprio painel do carro. Agora, é necessário não mais entrar em contato com o usuário, mas estar presente em suas relações, em seus momentos e em seu dia a dia.

Para entender melhor, essa tendência é bem diferente dos simples aplicativos baseados em sensores dos smartphones que tanto temos hoje. A malha dispositivo já faz naturalmente parte da Internet das Coisas e é a tendência de se mudar para o ideal de interligados que giram em torno desse conceito.

E dessa forma, a fusão dos mundos virtual e real se torna realidade e cria uma base para um ambiente de experiência do usuário contínuo. Embora o desenvolvimento de apps permaneça uma tendência estratégica para empresas, é preciso agora pensar na interação entre os diferentes dispositivos.

Tudo na malha digital produz, utiliza e transmite informação. Dispositivos inteligentes de todos os tipos estão a produzir e enviar mensagens de texto, áudio, vídeo, sensorial e informação contextual. Se você já achava que a Internet Coisas era o ápice em dados e informação, posso garantir uma coisa: com a malhade dispositivos, o futuro será produtor de ainda mais volume e grandeza de dados.

Ferramentas como o Big Data e a Nuvem são mais do que essenciais para lidar com a crescente tendência tecnológica de malha digital e IoT. A previsão de dispositivos que estarão conectados à Internet aumentará muito e novas estratégias terão que ser moldadas. Assim serviços como plataformas que permitem conectar dispositivos aos provedores de computação em Cloud Computing, com proteção de dados e interações off-line serão essenciais para enfrentar os desafios que estas tecnologias trarão.

Para os empresários, a malha de dispositivos permitirá também uma maior coleta de informações, o que dará mais base para a tomada de decisões. Pense, por exemplo, em caminhões de uma frota corporativa. Sensores instalados em cada um dos veículos permitirão o registro, em tempo real, do volume e situação de cada item da carga, correlacionando esses dados para uma gestão mais certeira e segura. O trânsito também será monitorado, e rotas alternativas podem ser traçadas para que o motorista a execute, sem precisar de qualquer intervenção humana. O mais interessante é que, com essa interligação dos dispositivos, será possível agregar um alto nível de inteligência com equipamentos relativamente simples, como é o caso no caso dos sensores.

Esse movimento indica, basicamente, que as redes vão trafegar mais informações, o que impacta diretamente na infraestrutura das empresas de todos os segmentos. Mais do que um diferencial, a malha de dispositivos é uma realidade que precisa ser aderida pelas organizações que visam crescer no mercado.

Luciano Sandoval, diretor de Marketing da MC1 – multinacional brasileira com foco em processos e inteligência de negócios utilizando a mobilidade como plataforma tecnológica. Presente em mais de 20 países com soluções de gestão de equipes de campo para vendas, trade marketing e serviços.

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